Rota da CerâmicaProposta · Canelinha/SC
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Proposta · Secretaria de Turismo de Canelinha
Uma cidade com mais de cem olarias abre as portas de suas fábricas ao visitante — não três dias por ano, mas o ano inteiro.
A oportunidade
Na Expo Agro Turismo + Feira da Cerâmica (agosto), as cerâmicas Monallisa, Porto Galera e Tupi Guarani abrem para visitas guiadas — e o público responde. Nos outros 362 dias, o maior ativo de identidade da cidade fica fechado ao visitante. A Rota da Cerâmica transforma esse pico anual em um roteiro permanente, agendável e com renda o ano inteiro.
Canelinha não precisa inventar um atrativo: ele já emprega, já tem marca e já tem quem organize. O arranjo Secretaria + CATUR + Sincervale que faz a Feira da Cerâmica é a mesma governança que opera a rota.
Fontes: Sincervale/Sintricomb (setor cerâmico) · distância rodoviária pela BR-101. Nº popular de "+100 olarias" a validar com o Sincervale.
O que o visitante vive
A jornada da cerâmica vermelha é visual e narrativa — cada etapa é uma parada da rota.
Jazidas e montanhas de barro cru: a matéria-prima que sai do próprio Vale do Rio Tijucas.
Britagem e mistura: a massa ganha corpo e cor uniforme antes de virar peça.
O barro sai da maromba num fluxo contínuo e moldado — o momento mais hipnótico da fábrica.
Milhares de peças enfileiradas nos galpões: a escala impressiona e rende a melhor foto.
Fornos a cerca de 1000 °C. O clímax da visita — e a base de um evento "abertura de forno".
Telha e tijolo que ergueram casas Brasil afora — inclusive 170 mil tijolos doados ao RS em 2024.
Cunha · SP
Capital da Cerâmica
+50 ateliês. A "abertura de forno" virou ritual turístico e atrai visitantes o ano todo.
Porto Ferreira · SP
+30 mil/mês
Mesma origem de Canelinha — cerâmica desde o início do séc. XX — hoje destino de fluxo.
Tambaú · SP
"Cidade Vermelha"
+200 mil turistas/ano; telha desde 1917, amarrada a um circuito de fé e arte.
Maragogipinho · BA
Maior polo do país
Olarias tradicionais visitáveis + festival com venda direta e turismo de experiência.
Tracunhaém · PE
Rota formalizada
Já opera uma "Rota da Cerâmica" municipal — o precedente literal do que propomos.
Canelinha · SC
Tem os ativos
+60 cerâmicas, marca "Cidade das Cerâmicas" e governança pronta. Falta só o roteiro.
SP, BA e PE mostram o caminho. Canelinha tem tudo para ser o polo cerâmico turístico do Sul.
Como funciona
Sem obra: adapta-se o percurso à fábrica em funcionamento, como faz o turismo industrial no Brasil e em Portugal.
Reserva
Marcação pelo posto de turismo/CATUR, com data e grupo confirmados.
Segurança
Guia treinado, briefing e equipamento — grupos de até 20 pessoas, ~2 a 3h.
Experiência
Oficinas com o Olaria Coletivo de Artes: o visitante molda a própria peça.
Comércio
Ponto de venda coletivo com a marca "Cidade das Cerâmicas".
Território
Roteiro combinado com o agroturismo, a gastronomia colonial e as pousadas.
Âncora
Evento fotogênico e recorrente, no modelo consagrado de Cunha/SP.
Ponto de partida: as três cerâmicas que já receberam visitantes na Feira da Cerâmica.
Comitê Secretaria + CATUR + Sincervale. Validar o número real de olarias e mapear quais têm perfil e interesse para receber visitas.
3 a 5 olarias-âncora — começando pelas que já abriram na Expo Agro. Agendamento central, guia, EPI e o roteiro do processo (barro → forno).
Oficinas "mão no barro", loja coletiva e souvenir, integração com gastronomia e hospedagem locais.
"Abertura de forno" recorrente, sinalização da rota, guia impresso e digital, e busca do selo de Município de Interesse Turístico.
Ampliar as olarias na rota, medir indicadores (visitantes e renda dos ceramistas) e mirar o horizonte da economia criativa.
Baixo custo, alto retorno. Aproveita ativos que já existem — olarias em funcionamento, o pórtico, a marca. Não se constrói atrativo do zero.
Renda direta ao ceramista. Ingressos, oficinas e venda ficam com quem produz — como em Cunha, Maragogipinho e Barcelos.
Identidade e memória. Consolida o storytelling do barro e a história de mais de um século, com forte apelo escolar e cultural.
Fluxo que já passa perto. A 60 km de Florianópolis, entre o litoral e o Vale Europeu — comparáveis atraem dezenas de milhares.
Receita o ano todo. A Feira já provou a demanda; a rota distribui o benefício por 12 meses, sobre a governança CATUR + Sincervale que já existe.
O próximo passo