Rota da CerâmicaProposta · Canelinha/SC ← Voltar ao portal

Proposta · Secretaria de Turismo de Canelinha

Rota da
Cerâmica

Uma cidade com mais de cem olarias abre as portas de suas fábricas ao visitante — não três dias por ano, mas o ano inteiro.

A oportunidade

Hoje, a cerâmica só vira turismo três dias por ano.

Na Expo Agro Turismo + Feira da Cerâmica (agosto), as cerâmicas Monallisa, Porto Galera e Tupi Guarani abrem para visitas guiadas — e o público responde. Nos outros 362 dias, o maior ativo de identidade da cidade fica fechado ao visitante. A Rota da Cerâmica transforma esse pico anual em um roteiro permanente, agendável e com renda o ano inteiro.

Por que aqui, por que agora

A base já existe — falta o roteiro.

Canelinha não precisa inventar um atrativo: ele já emprega, já tem marca e já tem quem organize. O arranjo Secretaria + CATUR + Sincervale que faz a Feira da Cerâmica é a mesma governança que opera a rota.

Empresas cerâmicas
63
Empregos diretos
+400
Da economia municipal
De Florianópolis
60 km

Fontes: Sincervale/Sintricomb (setor cerâmico) · distância rodoviária pela BR-101. Nº popular de "+100 olarias" a validar com o Sincervale.

O que o visitante vive

Do barro ao forno, diante dos olhos

A jornada da cerâmica vermelha é visual e narrativa — cada etapa é uma parada da rota.

Extração da argila

Jazidas e montanhas de barro cru: a matéria-prima que sai do próprio Vale do Rio Tijucas.

Preparação

Britagem e mistura: a massa ganha corpo e cor uniforme antes de virar peça.

Extrusão

O barro sai da maromba num fluxo contínuo e moldado — o momento mais hipnótico da fábrica.

Secagem

Milhares de peças enfileiradas nos galpões: a escala impressiona e rende a melhor foto.

Queima

Fornos a cerca de 1000 °C. O clímax da visita — e a base de um evento "abertura de forno".

Produto

Telha e tijolo que ergueram casas Brasil afora — inclusive 170 mil tijolos doados ao RS em 2024.

Não é aposta — é modelo comprovado

Cidades que viraram destino pela cerâmica

Cunha · SP

Capital da Cerâmica

+50 ateliês. A "abertura de forno" virou ritual turístico e atrai visitantes o ano todo.

Porto Ferreira · SP

+30 mil/mês

Mesma origem de Canelinha — cerâmica desde o início do séc. XX — hoje destino de fluxo.

Tambaú · SP

"Cidade Vermelha"

+200 mil turistas/ano; telha desde 1917, amarrada a um circuito de fé e arte.

Maragogipinho · BA

Maior polo do país

Olarias tradicionais visitáveis + festival com venda direta e turismo de experiência.

Tracunhaém · PE

Rota formalizada

Já opera uma "Rota da Cerâmica" municipal — o precedente literal do que propomos.

Canelinha · SC

Tem os ativos

+60 cerâmicas, marca "Cidade das Cerâmicas" e governança pronta. Falta só o roteiro.

SP, BA e PE mostram o caminho. Canelinha tem tudo para ser o polo cerâmico turístico do Sul.

Como funciona

Simples de operar, seguro de visitar

Sem obra: adapta-se o percurso à fábrica em funcionamento, como faz o turismo industrial no Brasil e em Portugal.

Reserva

Agendamento central

Marcação pelo posto de turismo/CATUR, com data e grupo confirmados.

Segurança

Guia + EPI

Guia treinado, briefing e equipamento — grupos de até 20 pessoas, ~2 a 3h.

Experiência

Mão no barro

Oficinas com o Olaria Coletivo de Artes: o visitante molda a própria peça.

Comércio

Loja & souvenir

Ponto de venda coletivo com a marca "Cidade das Cerâmicas".

Território

Comida & pouso

Roteiro combinado com o agroturismo, a gastronomia colonial e as pousadas.

Âncora

Abertura de forno

Evento fotogênico e recorrente, no modelo consagrado de Cunha/SP.

Cerâmica Monallisa Cerâmica Porto Galera Cerâmica Tupi Guarani + Olaria Coletivo de Artes (oficinas)

Ponto de partida: as três cerâmicas que já receberam visitantes na Feira da Cerâmica.

Do piloto à marca

Quatro fases, começando pequeno

Fase 0

Governança & diagnóstico

Comitê Secretaria + CATUR + Sincervale. Validar o número real de olarias e mapear quais têm perfil e interesse para receber visitas.

Fase 1

Rota-piloto

3 a 5 olarias-âncora — começando pelas que já abriram na Expo Agro. Agendamento central, guia, EPI e o roteiro do processo (barro → forno).

Fase 2

Experiência & comércio

Oficinas "mão no barro", loja coletiva e souvenir, integração com gastronomia e hospedagem locais.

Fase 3

Evento-âncora & marca

"Abertura de forno" recorrente, sinalização da rota, guia impresso e digital, e busca do selo de Município de Interesse Turístico.

Fase 4

Escala

Ampliar as olarias na rota, medir indicadores (visitantes e renda dos ceramistas) e mirar o horizonte da economia criativa.

Por que fechar

Cinco motivos para dizer sim

1

Baixo custo, alto retorno. Aproveita ativos que já existem — olarias em funcionamento, o pórtico, a marca. Não se constrói atrativo do zero.

2

Renda direta ao ceramista. Ingressos, oficinas e venda ficam com quem produz — como em Cunha, Maragogipinho e Barcelos.

3

Identidade e memória. Consolida o storytelling do barro e a história de mais de um século, com forte apelo escolar e cultural.

4

Fluxo que já passa perto. A 60 km de Florianópolis, entre o litoral e o Vale Europeu — comparáveis atraem dezenas de milhares.

5

Receita o ano todo. A Feira já provou a demanda; a rota distribui o benefício por 12 meses, sobre a governança CATUR + Sincervale que já existe.

O próximo passo

Abrir as portas das olarias o ano inteiro.

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